Tratamento de Enxaqueca: Soluções para Mulheres
- institutofemessa
- 9 de nov. de 2025
- 5 min de leitura
A enxaqueca é uma condição que afeta milhões de pessoas no mundo, sendo especialmente prevalente entre mulheres. Estudos indicam que cerca de 18% das mulheres sofrem de enxaqueca, em comparação com 6% dos homens. Essa diferença está ligada a fatores hormonais, genéticos e ambientais que influenciam a intensidade e a frequência das crises. Para muitas mulheres, a enxaqueca não é apenas uma dor de cabeça comum, mas uma condição debilitante que impacta a qualidade de vida, o trabalho e as relações pessoais.
Neste artigo, vamos explorar as causas da enxaqueca em mulheres, os principais sintomas, e as opções de tratamento disponíveis, incluindo mudanças no estilo de vida, terapias medicamentosas e alternativas naturais. O objetivo é oferecer informações práticas e acessíveis para ajudar mulheres a entenderem melhor essa condição e encontrarem soluções eficazes para aliviar suas dores.

O que causa a enxaqueca em mulheres
A enxaqueca tem múltiplas causas, e em mulheres, os hormônios desempenham um papel fundamental. A variação nos níveis de estrogênio, especialmente durante o ciclo menstrual, gravidez e menopausa, pode desencadear crises. Além disso, fatores como estresse, alterações no sono, alimentação inadequada e exposição a luzes fortes ou ruídos intensos também contribuem para o surgimento da enxaqueca.
Alguns gatilhos comuns incluem:
Flutuações hormonais no período menstrual
Uso de contraceptivos hormonais
Estresse emocional ou físico
Consumo excessivo de cafeína ou álcool
Jejum prolongado ou alimentação irregular
Exposição a luzes fluorescentes ou telas digitais
Alterações no padrão de sono
Entender esses gatilhos é o primeiro passo para controlar a frequência e a intensidade das crises.
Sintomas que indicam enxaqueca
A enxaqueca não se resume a uma dor de cabeça forte. Ela pode apresentar uma série de sintomas que variam de pessoa para pessoa, mas que geralmente incluem:
Dor pulsátil ou latejante, geralmente em um lado da cabeça
Sensibilidade à luz, som e odores
Náuseas e vômitos
Tontura ou sensação de desmaio
Visão embaçada ou aura visual (como manchas brilhantes ou linhas onduladas)
Fadiga e irritabilidade
Esses sintomas podem durar de algumas horas até vários dias, prejudicando atividades diárias e o bem-estar geral.
Diagnóstico e avaliação médica
Para um tratamento eficaz, é essencial buscar avaliação médica especializada. O diagnóstico da enxaqueca é clínico, baseado no relato dos sintomas e no histórico do paciente. Em alguns casos, exames de imagem podem ser solicitados para descartar outras causas de dor de cabeça.
Durante a consulta, o médico pode pedir que a paciente mantenha um diário das crises, anotando a frequência, duração, intensidade da dor e possíveis gatilhos. Isso ajuda a personalizar o tratamento e a identificar padrões.
Tratamentos medicamentosos para enxaqueca
O tratamento medicamentoso é uma das principais formas de controlar a enxaqueca. Ele pode ser dividido em duas categorias:
Medicamentos para alívio imediato
São usados para tratar a crise no momento em que ela ocorre. Entre os mais comuns estão:
Analgésicos simples, como paracetamol e dipirona
Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno e naproxeno
Triptanos, que atuam diretamente nos receptores de serotonina para aliviar a dor e outros sintomas
Antieméticos para controlar náuseas e vômitos
É importante usar esses medicamentos conforme orientação médica para evitar efeitos colaterais e o uso excessivo, que pode piorar a condição.
Medicamentos preventivos
Indicados para quem tem crises frequentes ou muito intensas, esses medicamentos ajudam a reduzir a frequência e a gravidade das enxaquecas. Alguns exemplos:
Betabloqueadores, como propranolol
Antidepressivos tricíclicos, como amitriptilina
Anticonvulsivantes, como topiramato
Bloqueadores dos canais de cálcio
O uso desses medicamentos deve ser acompanhado de perto pelo médico, pois podem ter efeitos colaterais e requerem ajuste de dose.
Mudanças no estilo de vida que ajudam a controlar a enxaqueca
Além dos medicamentos, mudanças simples no dia a dia podem fazer grande diferença no controle da enxaqueca. Algumas dicas práticas incluem:
Manter uma rotina regular de sono, dormindo e acordando no mesmo horário
Alimentar-se de forma equilibrada, evitando jejum prolongado e alimentos gatilho, como chocolate, queijos envelhecidos e alimentos processados
Praticar exercícios físicos regularmente, preferindo atividades de baixo impacto como caminhada e yoga
Reduzir o estresse com técnicas de relaxamento, meditação ou terapia
Evitar exposição prolongada a luzes fortes e ruídos intensos
Manter-se hidratada, consumindo água ao longo do dia
Essas mudanças ajudam a diminuir a frequência das crises e melhoram a qualidade de vida.
Terapias alternativas e complementares
Muitas mulheres encontram alívio na combinação do tratamento médico com terapias alternativas. Entre as opções mais estudadas e recomendadas estão:
Acupuntura: pode reduzir a frequência e intensidade das crises
Massagem terapêutica: ajuda a aliviar a tensão muscular que pode desencadear dores
Biofeedback: técnica que ensina a controlar respostas fisiológicas para reduzir a dor
Fitoterapia: uso de plantas medicinais como a matricária e a petasite, sempre com acompanhamento profissional
Aromaterapia: óleos essenciais como lavanda podem ajudar no relaxamento
Essas terapias não substituem o tratamento médico, mas podem ser aliadas importantes no controle da enxaqueca.
Enxaqueca e saúde mental
A relação entre enxaqueca e saúde mental é estreita. Muitas mulheres com enxaqueca crônica apresentam sintomas de ansiedade e depressão. O impacto da dor constante pode gerar isolamento social, dificuldades no trabalho e baixa autoestima.
Por isso, é fundamental cuidar também da saúde emocional. Buscar apoio psicológico, participar de grupos de apoio e manter uma rede social ativa são estratégias que ajudam a enfrentar a condição com mais equilíbrio.
Quando procurar ajuda médica urgente
Alguns sinais indicam que a enxaqueca pode estar associada a problemas mais graves e exigem avaliação médica imediata:
Dor de cabeça muito intensa e súbita, diferente das crises habituais
Perda de força ou sensibilidade em um lado do corpo
Dificuldade para falar ou entender a fala
Confusão mental ou desmaios
Febre alta associada à dor de cabeça
Nesses casos, é importante buscar atendimento de emergência para diagnóstico e tratamento adequados.
Dicas para lidar com a enxaqueca no dia a dia
Viver com enxaqueca exige adaptação e cuidados constantes. Algumas estratégias que ajudam no cotidiano:
Ter sempre à mão os medicamentos prescritos para crises
Criar um ambiente tranquilo e escuro para repousar durante as crises
Informar familiares e colegas de trabalho sobre a condição para obter apoio
Planejar atividades evitando horários e situações que possam desencadear a dor
Usar compressas frias na cabeça para aliviar o desconforto
Essas atitudes simples podem melhorar a qualidade de vida e reduzir o impacto da enxaqueca.
A enxaqueca é uma condição complexa, mas com o tratamento adequado e mudanças no estilo de vida, muitas mulheres conseguem controlar as crises e retomar suas atividades com mais conforto. Se você sofre com enxaqueca, procure um profissional de saúde para avaliação e orientação personalizada. Cuidar da sua saúde é o primeiro passo para viver melhor.
Lembre-se: cada corpo reage de forma diferente, por isso o acompanhamento médico é essencial para encontrar o tratamento que funciona para você. Não hesite em buscar ajuda e compartilhar suas experiências com outras mulheres que enfrentam o mesmo desafio. Juntas, é possível encontrar soluções que tragam alívio e qualidade de vida.



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